sexta-feira, 5 de novembro de 2010

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Indagação

Até que ponto é bacana, na atualidade, ficar desconectado das redes virtuais? Acho que isso é uma tendência da contemporaneidade. Freud e Lacan, se vivessem hoje, teriam acesso facilitado aos celulares de última geração, com facebook, e-mail etc., aos netbooks, aos kindles, dentre outros apetrechos. Acho difícil um profissional de ponta desprezar algumas das facilidades que a tecnologia hoje nos proporciona (alguns dispensam e vão muito bem, e eu admiro estes). Creio que o mais importante está em enxergar as tecnologias como instrumentos do labor, prazer e invencionismo humano pois, muitas vezes, nós acabamos nos subordinando às tecnologias e nos tornamos fúteis (certas atividades virtuais são mais improdutivas do que assistir um domingão do faustão). Tornar a atividade virtual produtiva e não ficar dependente deste mundo alternativo são dois "homeworks" que devemos realizar todos os dias.

domingo, 24 de outubro de 2010

sábado, 28 de agosto de 2010

Idade da Loucura

(27.08.2010)

Passou-se o tempo da razão, se é que ele um dia existiu.

A verdade é que (quase) todos nós somos podres.

Fazemos o bem, muitas vezes, para desencargo de consciência.

Justificamo-nos perante as pessoas, para mostrar o quão bom somos, divulgando uma imagem que, muitas vezes, não condiz com a verdade.

Preocupamo-nos com o que ocorre a milhares de quilômetros de distância, mas sequer damos o mesmo carinho e atenção às pessoas que vivem debaixo do nosso teto.

Preocupamo-nos demasiadamente com o nosso futuro, com os nossos projetos pessoais, e nos esquecemos das pessoas. Até quando isso é positivo?

Onde está aquela velha pureza, nos atos, nos gestos e nas palavras?

É de se envergonhar.

O mundo está lentamente se definhando, até um novo momento de ruptura. Espero que não venha. Mas, se chegar, que a humanidade tenha uma nova chance, ainda que alguns creiam não existir “nada de novo debaixo do sol” e que sequer existirá algo, um dia. Muitas vezes me vejo pensando nisso, por mais pessimista que seja.

Precisamos evoluir. Estamos dispostos?

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

domingo, 8 de agosto de 2010

Ausência

(2010)

Ausência de tudo.

Ausência de sentimentos.

Noite contemplativa.
Não há palavras, tampouco imagens;
Apenas paisagens.

É um calmo momento,
de gélidos ventos.
De espumantes ondas brancas,
No forte de Copacabana.

Quando encontramos, talvez, a vida
numa pausa momentânea.